quinta-feira, 8 de julho de 2010

Formação eleva empregabilidade entre jovens

Realizada pela Fundação Dom Cabral com 76 grandes organizações brasileiras, uma pesquisa recente revela que, apesar da retomada dos investimentos após a crise econômica do ano passado, as empresas não encontram mão-de-obra qualificada para ocupar os postos de trabalho disponíveis.

Os dados mostram que 67% das organizações enfrentam dificuldades na contratação de pessoal, sendo que os engenheiros são os profissionais mais procurados. Entre as empresas que responderam ao estudo, 80% planejam aumentar a capacidade de produção e, para isso, precisam de engenheiros de produção, escassos no mercado.



Fonte:Boletim Anhanguera - Ano IV - nº9/2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Os dez erros mais comuns na hora de comunicar a demissão para a empresa


É comum o profissional receber uma proposta de emprego, enquanto trabalha em outra empresa. Neste momento, é necessário avaliar os prós e contras da nova oportunidade. Tomada a decisão, a pessoa deve comunicar a empresa sobre o desligamento.

É nessa hora que muitos trabalhadores cometem erros. Conheça os principais equívocos na hora de comunicar a demissão e evite-os. Lembre-se: no mundo corporativo é muito importante manter uma imagem positiva!

1-     1- Falta de preparo: Seja claro e objetivo. A pessoa deve estar preparada para discutir os motivos da saída. Se o profissional estiver na empresa já há algum tempo ou se ele ocupar um cargo de mais responsabilidade, é possível que o chefe tenha algumas perguntas ou, ainda, tenha uma proposta;

2-    Falta de postura: Não xingue o chefe, seja educado e pacífico e deixe as portas abertas. Agradeça por tudo;
3-    Precipitação: Pense bem sobre o assunto, para não se arrepender depois. Tenha certeza e trace suas metas, pois é necessário ter convicção de que não deseja mais trabalhar na empresa;
4-    Não saber o motivo da saída: Saiba o que pode fazê-lo ficar ou não na empresa, seja o motivo um aumento de salário, mais benefícios, uma promoção ou outros;
5-    Sair avisando todo mundo: Imagine se a empresa fizer uma oferta atraente, será bastante complicado se já tiver avisado a todos que sairá da empresa;
6-    Deixar seu chefe na mão: Dê um prazo para que o chefe consiga contratar alguém;
7-    Mandar e-mail ou falar no corredor: É indicado agendar uma reunião para falar sobre o assunto;
8-    Deixar uma impressão negativa: Deixe apenas a impressão de que sairá para um lugar melhor para você;
9-    Deixar pendências: Não deixe nenhuma pendência junto à empresa;
10- Falar mal: Nunca fale mal de ninguém ou da empresa. Tenha uma conduta madura e de respeito.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Glossário de Contabilidade



AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis registrados no ativo permanente, é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros, com existência ou exercício de duração limitada,
ATIVO: São todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade. Contas do ativo têm saldos devedores.
ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos; bens, direitos e valores a receber no prazo máximo de um ano, ou seja realizável a curto prazo, (duplicatas, estoques de mercadorias produzidas, etc); aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.
BALANÇO: É um quadro (mapa, gráfico, etc.) onde é demonstrada a situação econômica/ financeira da empresa na data a que o balanço diz respeito. O balanço avalia a riqueza, isto é, o valor da empresa, mas não demonstra o seu resultado, apenas o apresenta em valor total, sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado "demonstração de resultados". O balanço é composto por duas partes, que se encontram sempre em equilíbrio.O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido.
BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça necessidades humanas.
BENS DE CONSUMO: (não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo produtivo); depois de consumidos, representam despesas: combustíveis e lubrificantes, material de escritório, material de limpeza etc.
BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda ou aluguel). 
BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens duráveis, com vida útil superior a 1 ano): imóveis, veículos, máquinas, instalações, equipamentos, móveis e utensílios. 
BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física, porém, representam uma aplicação de capital indispensável aos objetivos, como marcas e patentes, formulas ou processos de fabricação, direitos autorais, autorizações ou concessões, ponto comercial, fundo de comércio, benfeitorias em prédios de terceiros, pesquisa e desenvolvimento de produtos, custo de projetos técnicos, despesas pré-operacionais, pré-industriais, de organização, reorganização, reestruturação ou remodelação de empresas.
CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao passivo exigível.
CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. Corresponde ao patrimônio líquido.
CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto, que forma a participação (em dinheiro, bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa.
CAPITAL TOTAL A DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. É também igual ao total do ativo da entidade.
CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio, objetivando representá-lo graficamente, evidenciar suas variações, estabelecer normas para sua interpretação, análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa.
CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro, mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social.
CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado, tanto as físicas quanto as jurídicas, além da representação gráfica de seus patrimônios, dividindo-se em civil e comercial.
CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios, visando três sistemas distintos: orçamentário, financeiro e patrimonial, para alcançar os seus objetivos, ramificando-se conforme a sua área de abrangência em federal, estadual, municipal e autarquias.
CONTAS DE RESULTADO: Registram as variações patrimoniais e demonstram o resultado do exercício (receitas e despesas).
CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens, direitos, obrigações e situação líquida).
CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: são classificadas no ativo, tendo saldos credores, por isso são demonstradas com o sinal (-).
DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa. 
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados, ainda não distribuídos aos sócios titular ou aos acionistas, revelando os eventos que influenciaram a modificação do seu saldo. Essa demonstração deve, também revelar o dividendo por ação do capital realizado.
DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido, faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição no PL.
DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar num determinado período  as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da Entidade. E apresentar informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de recursos) da empresa durante o exercício, onde, estes recursos são os que afetam o capital circulante líquido (CCL) da empresa.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício, diante do confronto das receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de competência.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS: Balanço Patrimonial; Demonstração de Resultado; Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados; Demonstrações das Mutações do PL; Demonstrações das Origens e Aplicações dos recursos; Notas Explicativas.
DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo permanente, pelo uso, por causas naturais ou por obsolescência.
DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. Ex: seguros a vencer, alugueis a vencer e encargos a apropriar.
DESPESAS: São gastos incorridos para, direta ou indiretamente, gerar receitas. As despesas podem diminuir o ativo e/ou aumentar o passivo exigível, mas sempre provocam diminuições na situação líquida.
DIFERIDO: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para lucro em mais de um período; pesquisa e desenvolvimento.
DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros, por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros.
DISPONÍVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas, representadas pelas contas de caixa, bancos conta movimento, cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto.
DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. É emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador), pelo qual se deve ser remitida a este último para que a assine (ACEITE), reconhecendo seu débito. Este procedimento é denominado aceite.
EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido.
ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade da entidade. Ex: produtos acabados, produtos em elaboração, matérias-primas e mercadorias.
EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, em virtude de sua utilização para fins econômicos, registrados no ativo permanente. 
EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o ano-calendário, de acordo como que dispuser o estatuto ou o contrato social. Perante a legislação do imposto de renda, é chamado de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido.
EXIGÍVEL À LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento após o encerramento do exercício subseqüente.
FATOS ADMINISTRATIVOS: São os que provocam alterações nos elementos do patrimônio ou do resultado. Por essa razão, também são denominados fatos contábeis.
FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos, logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos), ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos).
FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL), podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do patrimônio líquido).
FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL), mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais.
FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico.
IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa; terrenos, edifícios, máquinas e equipamentos, veículos, móveis e utensílios, obras em andamento para uso próprio, etc.
INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. O conceito principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras; ações, patentes, obras de arte, imóveis destinados ao arrendamento, imóveis não utilizados.
LUCROS ACUMULADOS: Resultado positivo acumulado da entidade, legalmente ficam em destaque mas, tecnicamente, enquanto não distribuídos ou capitalizados, podem ser considerados como reservas de lucros.
NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a pagar a outra uma certa quantia em dinheiro num determinado prazo. Por se tratar de título emitido pelo devedor a favor do credor, dispensa a formalidade do aceite.
NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transação, ou de valores relativos aos resultados do exercício, ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial, ou ainda, poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras, seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, seja a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante terceiros, ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse.
PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos ( bens e direitos ) da entidade é menor do que o passivo exigível (obrigações).
PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do exercício seguinte; duplicatas a pagar, contas a pagar, títulos a pagar, empréstimos bancários, imposto de renda a pagar, salários a pagar.
PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. Contas do passivo exigível têm saldos credores.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. Contas do patrimônio líquido têm saldos credores, divide-se em: Capital social; Reservas de capital; Reservas de reavaliação, Reservas de lucros; e Lucros/Prejuízos acumulados.
PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistência de intenção da empresa em convertê-los em dinheiro.
PREJUÍZOS ACUMULADOS:
PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda – embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante de poder aquisitivo. Por conseqüência, sua expressão formal deve ser ajustada, a fim de que permaneçam substantivamente corretos – isto é, segundo as transações originais – os valores dos componentes patrimoniais e, via de decorrência, o Patrimônio Líquido.
PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o Princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio, para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido.
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da Entidade, na sua composição qualitativa e quantitativa, depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da Entidade. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos, com a perda, até mesmo integral, de seu valor. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes.
PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.
PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.
PRINCÍPIO  REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da Entidade.
PROVISÃO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobráveis.
REALIZÁVEL À LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente; direitos derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, acionistas, diretores ou participantes no lucro (não constituem negócios usuais).
RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa, na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida.
REGIME DE CAIXA: Quando, na apuração dos resultados do exercício são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período. Só pode ser utilizado em entidades sem fins lucrativos, onde os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas.
REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando, na apuração dos resultados do exercício, são considerados as receitas e despesas, independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. É obrigatório nas entidades com fins lucrativos.
RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros, que nada têm a ver com as receitas ou ganhos.
RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da empresa por vários motivos, por exigência legal, estatutária ou por outras razões.
RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicam acréscimo de valor ao custo de aquisição de Ativos já corrigidos monetariamente, baseado no mercado.
RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competência pertence a exercício futuro.
RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuízo operacional): É aquele que representa o resultado das atividades, principais ou acessórias, que constituem objeto da pessoa jurídica.

Fonte: Juliobattisti.com.br

domingo, 4 de abril de 2010

Higiene e Segurança do Trabalho

“Muitos fatores da gestão de pessoas envolvem a discussão da qualidade de vida no trabalho. Os mais conhecidos referem-se à saúde, segurança, lazer e benefícios.” (CASTRO et al, 2002, p. 418)
A higiene do trabalho tem caráter preventivo, promovendo saúde e conforto ao trabalhador, evitando que adoeça e se ausente do trabalho. A segurança no trabalho envolve prevenção de acidentes, de incêndios e de roubos.

A higiene do trabalho está relacionada com as condições ambientais de trabalho que assegurem saúde física e mental das pessoas. Os seus principais itens são: ambiente físico de trabalho (como iluminação, ventilação, temperatura, ruídos), ambiente psicológico (redução do estresse), aplicação de princípios de ergonomia e saúde ocupacional. [...] Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas utilizadas para prevenir acidentes seja eliminando condições inseguras do ambiente, seja instruindo ou convencendo as pessoas da utilização de práticas preventivas. (CHIAVENATO, 2008, p. 352 e 494, grifo nosso)

Dentre os principais objetivos da higiene do trabalho estão: a eliminação das causas das doenças profissionais; prevenção de doenças e lesões; proporcionar saúde aos funcionários através do controle do ambiente de trabalho. Esses objetivos podem ser obtidos através de: educação, indicando os perigos e ensinando como evitá-los; alerta dos riscos existentes; observações de novos processos ou materiais a serem utilizados. (BAPTISTA apud CHIAVENATO, 2006)
“Os riscos para a saúde são aqueles aspectos do ambiente de trabalho, que vagarosa e cumulativamente (e, em geral, irreversivelmente) levam à deterioração da saúde de um empregado.” (BOUDREAU e MILKOVICH, 2000, p. 481)
“Não são apenas as condições físicas de trabalho que importam [...] As condições sociais e psicológicas também fazem parte do ambiente de trabalho [...]”. (CHIAVENATO, 2006, p. 365)
As causas dos acidentes e das doenças podem estar na função em si, nas condições de trabalho ou no comportamento do empregado. Alguns fatores de risco ligados ao estilo de vida são: o hábito de fumar, excesso de peso, alcoolismo, colesterol elevado, hipertensão, uso incorreto do cinto de segurança e falta de exercícios físicos. (BOUDREAU e MILKOVICH, 2000)
A criação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPA é exigida por lei em estabelecimentos que tenham mais de 100 empregados. É constituída por representantes dos empregados e do empregador em igual número. O mandato dos membros é de um ano. A CIPA tem a missão de examinar os acidentes e doenças profissionais, suas causas e efeitos, e indicar a solução adequada. É um meio destinado à proteção do trabalhador, mas é instrumento valioso para a direção da empresa, pois contribuem para manter um alto nível de relações entre empregador e empregados. Cooperando mutuamente, empregado e empregador, buscam maior proteção àqueles que estão expostos a eventuais riscos ou sacrifícios de saúde, muitas vezes irreparáveis. (FERREIRA, 1973)
Cabe à CIPA apontar os atos inseguros dos trabalhadores e as condições de insegurança. (CHIAVENATO, 2006)
Três providências devem ser colocadas em prática quando a empresa decide levar avante uma política de higiene industrial. Primeiro deve envolver os supervisores conscientizando-os de sua responsabilidade no processo, segundo levar as mesmas idéias para aqueles que executam o trabalho diretamente. A terceira providência é colocar em prática as medidas e normas de higiene e segurança. (FERREIRA, 1973)
Para Chiavenato (2006) as pessoas chaves na prevenção de acidentes são os supervisores.

Fonte: CARMO, Luciana Moura da Silva. Qualidade de Vida no Trabalho. Monografia de conclusão do Curso de Administração Geral. Faculdade Anhanguera / JK – Valparaíso /GO, 2009.

Absenteísmo

O absenteísmo ou ausentismo, como também é chamado, designa a ausência dos empregados na organização em determinado período. Não inclui apenas o que não é comprovado, mas faltas justificadas, atrasos e em um índice misto, inclui até ausências amparadas por lei. Para reduzir o absenteísmo devemos atuar sobre suas causas. (CHIAVENATO, 2002)
O absenteísmo junto com a rotatividade, ou turnover, são custos indiretos para a organização e segundo Wagner (1999, p. 125) “a insatisfação é uma das principais razões para o absenteísmo, um problema organizacional muito caro”.
Segundo Couto (1987 apud SILVA, 2009), o absenteísmo é decorrente de um ou mais fatores causais, tais como fatores de trabalho, sociais, culturais, de personalidade e de doenças.
Para Chiavenato (2002) as principais causas do absenteísmo são:

Doença efetivamente comprovada; doença não comprovada; razões diversas de caráter familiar; atrasos involuntários por motivos de força maior; faltas voluntárias por motivos pessoais; dificuldades e problemas financeiros; problemas de transporte; baixa motivação para trabalhar; supervisão precária da chefia; políticas inadequadas da organização. (CHIAVENATO, 2002, p. 191)

Estresse, ambiente pesado e falta de Qualidade de Vida no Trabalho podem causar aumento nas taxas de absenteísmo, de rotatividade e, consequentemente, à redução da produtividade e à perda da competitividade empresarial. (CASTRO et al, 2002)


Fonte: CARMO, Luciana Moura da Silva. Qualidade de Vida no Trabalho. Monografia de conclusão do Curso de Administração Geral. Faculdade Anhanguera / JK – Valparaíso /GO, 2009.

Atividades Laborais e Qualidade de Vida

De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, a Qualidade de Vida é a percepção do indivíduo e sua posição na vida, o que inclui seis domínios: saúde física, estado psicológico, níveis de independência, relacionamento social, características ambientais e padrão espiritual. (HAG et al, 1991 apud DINIZ, 2006)
A prática regular de atividades físicas representa uma maneira eficiente de promover níveis adequados de saúde física e mental. O próprio sedentarismo, condição nociva ao organismo humano, produz modificações na atividade muscular como: fadiga precoce, encurtamentos adaptativos, diminuição da força e da flexibilidade que desencadeiam uma série de impropriedades no funcionamento de todo o organismo. Falar em qualidade de vida significa adotar medidas educacionais sistemáticas e incentivadoras que caminhem na direção da obtenção plena dos objetivos estabelecidos. Na esfera da saúde do trabalhador há várias denominações da prática de exercícios dentro da jornada laboral, como ginástica laboral, ginástica de pausa compensatória, exercícios de distensionamento, dentre outros. (DELIBERATO, 2002)

Independentemente da denominação utilizada, genericamente os programas de exercícios formam um conjunto de atividades físicas elaboradas a partir da característica da tarefa ocupacional desempenhada pelos trabalhadores, de modo que a proposta básica procura adequar as estruturas mais solicitadas e, em um segundo momento, compensar essas mesmas estruturas com uma atividade de desaquecimento. Ao mesmo tempo, as estruturas pouco utilizadas são requeridas, de modo que promova um funcionamento equilibrado de todo o conjunto. (DELIBERATO, 2002, p. 143)

A prática da ginástica laboral objetiva a melhoria da saúde física do profissional, reduzindo e prevenindo problemas ocupacionais, através de exercícios específicos. Dá-se ênfase às musculaturas que são mais exigidas no dia-a-dia, como por exemplo: as pernas – para quem passa boa parte do expediente em pé; a coluna – para os profissionais que permanecem muito tempo sentados e as mãos – para os que se dedicam à digitação. Não sobrecarregam o funcionário, pois acontecem na própria empresa e têm curta duração. (BISPO, 2008)
Os programas de qualidade de vida não devem incluir apenas a prática regular de exercícios durante o trabalho, a obtenção de resultados mais significativos é conseguida de modo mais eficaz quando esses exercícios são acompanhados por análises ergonômicas, antropométricas, posturais e biomecânicas. (DELIBERATO, 2002)
Os programas de atividades laborais incluem a realização de cinco grupos básicos de exercícios:

a. os exercícios de alongamentos, que promovem o estiramento dos músculos aumentando seu comprimento, o que por sua vez permite que se mantenham melhor preparados para atender às exigências das tarefas ocupacionais;
b. os exercícios de fortalecimento de leve intensidade, que agem aumentando a capacidade do músculo em responder às solicitações do cotidiano, não somente em relação à intensidade de força produzida, mas também na manutenção de atividades por períodos maiores de tempo;
c. os exercícios de relaxamento, considerados importantes porque propiciam um momento de descanso para os músculos mais exigidos em determinada tarefa laboral, além de promoverem a eliminação de substâncias tóxicas;
d. os exercícios respiratórios, que são úteis na melhoria da capacidade respiratória e da coordenação dos músculos envolvidos com a respiração, além de estarem associados ao relaxamento;
e. os exercícios globais, que promovem liberdade de movimento às articulações e melhoram a coordenação motora, o equilíbrio e a flexibilidade.(DELIBERATO, 2002, p. 143 e 144)

É preciso haver um trabalho de conscientização, para que os funcionários tomem conhecimento dos benefícios que as atividades laborais fazem à saúde, tais como: reeducação postural; alívio do estresse; combate ao sedentarismo; estímulo à integração social; melhoria do desempenho profissional e redução da fadiga visual, corporal e mental por meio das pausas para o exercício. Para as empresas também há benefícios, tais como: redução do absenteísmo; aumento da produtividade, integração entre funcionários e melhoria do clima organizacional. (BISPO, 2008)


Fonte: CARMO, Luciana Moura da Silva. Qualidade de Vida no Trabalho. Monografia de conclusão do Curso de Administração Geral. Faculdade Anhanguera / JK – Valparaíso /GO, 2009.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Dia Nacional do Administrador

A esse propósito, o deputado também atendeu pedido da Associação Goiana de Administração e do Sindicato dos Administradores de Goiânia, apresentando proposição, que busca incluir no calendário cívico-cultural do País o Dia Nacional do Administrador, a ser comemorado, anualmente, no dia 09 de setembro.

O parlamentar goiano salienta a importância da proposição: “O Administrador é o profissional que, ao organizar e coordenar as atividades e processos de instituições públicas ou privadas contribui para o desenvolvimento do País”.

O Administrador João Divino de Britto informa que o Projeto de Lei de nº 6953, de 09 de março de 2010, será analisado pelas comissões competentes e, em seguida, pelo plenário da Câmara dos Deputados. A tramitação dessas proposições podem ser acompanhadas pelo sítio da Câmara dos Deputados, no endereço eletrônico www.camara.gov.br


Fonte: Informativo Espaço do Administrador - Goiânia, 14 de março de 2010.

Fixação do Piso Salarial Nacional do Administrador

O presidente do Sindicato dos Administradores de Goiânia (SINAGO), Adm. Samuel Albernaz, em trabalho conjunto com a Associação Goiana de Administração (AGAD), encaminhou ao deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), proposta para a fixação de base salarial para a categoria, em âmbito nacional, anseio de longa data dos Administradores.

O Projeto de Lei nº 6954/2010, de autoria do nobre deputado e Administrador goiano, busca reparar os abusos sofridos nos últimos anos pela categoria, valorizando a essencialidade de seu trabalho para o País.

“Entendemos necessário seguir o exemplo carioca, o primeiro estado da federação a criar o piso salarial, em dezembro de 2009, fixando o valor mínimo em R$ 1.484,58” - destacou Sandro Mabel. O Projeto é um marco e, num segundo momento, caberia a cada ente federado fixar valor adequado a sua realidade.

O presidente do SINAGO, Adm. Samuel Albernaz, informa que o Projeto de Lei visa, outrossim, garantir base nacional para os Administradores, que trabalham no serviço público. O objetivo, segundo ele, é evitar que editais de concursos municipais, estaduais e federais ofereçam vencimentos abaixo do razoável.

"Não é raro, governadores e prefeitos abrirem concurso público com remuneração incompatível com o exercício digno da Administração. Repudiamos todo e qualquer meio de desvalorização da nossa categoria, e a fixação do piso, em âmbito nacional, é sem dúvida mais um passo para o fortalecimento da profissão”, ressaltou o presidente.


Fonte: Informativo Espaço do Administrador - Goiânia, 14 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

RAIS- Relação Anual de Informações Sociais

A Relação Anual de Informações Sociais - RAIS é um dos mais importantes instrumentos de coleta de dados sobre a sociedade. A RAIS está vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

O QUE É A RAIS

A gestão governamental do setor do trabalho conta com o importante instrumento de coleta de dados denominado de Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75, a RAIS tem por objetivo:

  • o suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País,
  • o provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho,
  • a disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais.

Os dados coletados pela RAIS constituem expressivos insumos para atendimento das necessidades:

  • da legislação da nacionalização do trabalho
  • de controle dos registros do FGTS ;
  • dos Sistemas de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários;
  • de estudos técnicos de natureza estatística e atuarial;
  • de identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP.


Informações da RAIS

As informações coletadas pela RAIS são utilizadas na legislação nacional do trabalho, no controle de registros do FGTS, em estudos técnicos estatísticos e na identificação de trabalhados com direito ao abono salarial do PIS/PASEP


Entrega da RAIS 2010

O prazo legal de entrega da declaração RAIS ano-base 2009, inicia-se em 14 de janeiro de 2010 e encerra-se em 26 de março de 2010, conforme Portaria nº 2.590, de 30/12/2009. Todos os proprietários de estabelecimento inscritos no CNPJ, tanto rurais como urbanos, devem entregar o relatório.

Mesmo as empresas que não possuem funcionários devem realizar a declaração da RAIS. Se alguma empresa não enviar o relatório ficará sujeita a multa

Estão disponíveis para DOWNLOAD (no site: www.rais.gov.br) os aplicativos para envio da declaração da RAIS ano-base 2009 e de anos anteriores (1976 a 2008) bem como o layout e o Manual de Orientações.


Para saber mais sobre a RAIS Ano-base 2009, leia o texto da Portaria MTE nº2.590 de 30/12/2009, disponível para download no site: www.rais.gov.br


Fonte: http://www.tudoemfoco.com.br/rais-2009.html e www.rais.gov.br

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mulher é maioria em vagas de estágio

Mais de 60% das vagas de estágio no País são ocupadas por mulheres. É o que aponta o relatório da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), que se baseou em cerca de 322 mil profissionais de 72 empresas brasileiras. A representatividade feminina no mercado de trabalho, no entanto, ainda é inferior à participação dos homens e simboliza 43% desse quadro, sendo que a proporção varia muito de acordo com os cargos. Nas funções de níveis mais elevados, eles ainda dominam: a cada três homens promovidos a diretores e gerentes, apenas uma brasileira conquista a ascensão profissional. Em geral, a participação de mulheres nestes cargos é pequena. Ocupam apenas 12% das vagas e, segundo a Secretaria, das promoções efetivadas em 2008, apenas 22,7% beneficiaram o sexo feminino.

Futuro promissor
O coordenador de Recursos Humanos e Administração da Faculdade Anhanguera de Piracicaba, professor Sérgio Santos, explica que, além do preconceito que ainda existe, os cargos gerenciais são, normalmente, oferecidos aos colaboradores que estão na empresa há mais tempo, até por conta do plano de carreira. “Já o estágio, que é o início do percurso, traz a nova conscientização da inserção da mulher no mercado de trabalho. Essas estudantes, que iniciam agora as suas vidas profissionais como estagiárias, no futuro poderão assumir a gerência de suas áreas”, explica. A conquista feminina foi grande. Este público, que começou a ganhar espaço profissional na década de 50, hoje assume cargos políticos e de liderança. “As mulheres são mais minuciosas e têm maior exatidão, enquanto os homens agem com mais razão e são incisivos para tomar decisões. O importante é que um aprenda com o outro e que se complementem”, diz Sérgio.

Fonte: Boletim Anhanguera, Ano III • n° 77 • Dezembro/09